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Mural egípcio sobre a vitória na batalha de Kadesh, a qual não foi de fato uma vitória como expressa a gravura de Ramsés segurando os hititas pelos cabelos. Na verdade, a batalha terminou num empate.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Templo Abu Simbel

 

 

 

 

 

 

 

Nefertari

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

Abu Simbel 

 

 

 

 

 

  

  

 Túnel com Ramsés e os deuses no fundo em Abu Simbel

 

 

 

 

 

 

Detalhe do fundo do  túnel.  Os deuses e Ramsés sentados iluminados pela luz do deus Sol  

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pilar de Osiris e parede retratando a batalha de kadesh em Abu Simbel 

 

 

 

 

 

 

 

 

Múmia de Ramsés II

 

 

 

    TUMBA KV5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  Ramsés II

 

               >>  Caio Zip, o viajante do tempo explora e batalha nas areias do Egito, numa expedição em que tem como guia Ramsés II, o filho da luz.<<

  

     

  Ramsés  foi um dos maiores faraós que o Egito já teve. Governou por quase 67 anos, talvez nenhum faraó tenha governado tanto. Foi um grande construtor e um grande lutador. Ficou famoso por causa da grande batalha de Kadesh.

 

O soberano egípcio queria tomar posse de terra que pertencia aos Hititas, chamada Kadesh, pela qual passavam as rotas mercantis para o Oriente. Para isso, liderou um exército enorme visando conquistá-la.  Essa região na Síria, desde do faraó monoteísta Akhenaton, sofria com as tomadas de posse dos hititas e as retomadas dos egípcios.    

     Ramsés,  ao completar 10 anos de idade, foi nomeado como comandante-chefe dos exércitos do seu pai, Set I, e aos 14 anos o jovem príncipe recebeu permissão para participar ao lado do faraó Set de combates na Líbia.  Os dois conseguiram tomar a cidade hitita de Kadesh por um breve período, mas os inimigos a recuperaram logo que retornaram ao Egito. Antes da morte do seu pai, Ramsés, o novo faraó,  jurou retomar Kadesh.

 

No quinto ano de seu reinado, Ramsés decidiu reconquistar a estratégica cidade hitita à frente de um exército de 20 mil homens, dividido em quatro partes, cada um com um nome de um deus, Amon, Rá, Ptah e Seth. Durante a batalha, o soberano se adiantou na frente de seu exército e levou a divisão de Amon. Ramsés II e seus homens foram surpreendidos pelo exército Hitita comandado pelo rei Mouwattali com 40 mil guerreiros .  Graças à pronta chegada dos reforços que acompanhavam as forças principais por outra rota, o faraó conseguiu salvar-se, reorganizando as divisões e fazendo os hititas recuarem.  

 

A batalha de Kadesh não teve vencido ou vencedor, e o norte da Síria continuou sob domínio hitita, com os quais o faraó envolveu-se em novo choques posteriormente.

 

O tratado definitivo entre egípcios e hititas só foi concluído no 21° ano do reinado de Ramsés, já no reinado do rei hitita Hattusil III, irmão de Mouwattali que se apoderou do trono expulsando o filho do antigo soberano. Pelo tratado, Ramsés teve que desposar a filha mais velha do astuto usurpador para selar a nova amizade.

 

 Nessa época, o faraó já tinha como esposas a bela Nefertari e sua segunda esposa Istnofret, fora as mulheres do harém.

 

Após a batalha o faraó tratou de se promover. Foi elaborado um  relato dramático sobre a batalha de Kadesh - exaltando a sua coragem e a intervenção de Amon-Rá para defendê-lo. Tal relato foi amplamente divulgado em templos (aparece 3 vezes no templo de Luxor), e em várias cópias em papiro (uma das versões foi compilada por um escriba que deu nome a composição: “poema de Pentaur”).

 

Para perpetuar essa "propaganda" maciça, Ramsés ordenou  que fossem também feitas descrições da batalha nos templos em Abu Simbel  ( A Montanha Pura).

 

  

  Durante a construção dos dois templos em Abu Simbel , o Grande Templo, em homenagem a Ramsés, e o Pequeno Templo para a esposa Nefertari, centenas de operários tiveram que esculpir todo o templo na rocha de uma colina de arenito, um detalhe admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento de toda a obra.

 

  Desenhistas ficaram pendurados por andaimes para desenharem na rocha. Depois vieram os escavadores e esculpiram quatro estátuas colossais de Ramsés II. O santuário interno, escavado em uma sólida rocha, prolongando-se por 55 metros de profundidade, era o lugar mais sagrado do Grande Templo.

 

 Nele, quatro estátuas, a do faraó e as de três deuses, estão sentadas. Duas vezes por ano, graças aos cálculos dos arquitetos, nos solstícios de verão, época da colheita, à medida que o Sol se levanta, seus raios brilham pelas paredes decoradas com as façanhas sangrentas da batalha de Kadesh e iluminam as estátuas divinas. A construção levou 20 anos.

 

O faraó construiu também  outros templos afastados de qualquer cidade egípcia, mas que cruzavam o caminho dos estrangeiros. Sua intenção era mostrar a grandiosidade do Egito. Os templos ficam perto da margem do Nilo, ou seja quem subir o Nilo irá ver as estátuas do rei do Egito em seu trono. Ramsés só criou esses templos e outras obras como uma" propaganda" faraônica de seu poder.

 

Cada templo possuía o seu sacerdote designado pelo faraó que  representava o rei nas cerimônias religiosas cotidianas. Em tese, o faraó deveria ser o único celebrante das cerimônias religiosas diárias que se desenrolavam nos diversos templos espalhados por todo o Egito. Na prática, o grão-sacerdote exercia esse papel. Para alcançar essa posição, tornava-se necessário uma longa educação nas artes e nas ciências, tal como o faraó possuía. Leitura, escrita, engenharia, aritmética, geometria, astronomia, medição de espaços, cálculo do tempo pela ascensão e ocaso das estrelas, faziam parte de tal aprendizado. Os sacerdotes de Heliópolis, por exemplo, tornaram-se guardiãs dos conhecimentos sagrados e ganharam reputação de sábios.

 

Com  o templo de Abu Simbel concluído, o faraó, então, levou sua amada esposa para admirá-los. Ele e Nefertari (sua esposa principal) eram mais que marido e mulher, ela era sua companheira inseparável que o ajudava a governar.

 

    Mas para desespero do soberano ela morreu pouco depois. Para sua Nefertari construiu um dos mais lindos túmulos do Egito no Vale das Rainhas. E não deixou por menos para seus filhos, construindo um dos maiores túmulos do Egito no Vale dos Reis. Com  sua querida esposa morta e com o passar dos pesados anos Ramsés mudou complemente seu jeito de governar. Ele parou de acompanhar seu exército em batalhas e a se dedicar em construir obras colossais. Passou o comando aos príncipes Ramsés e Khaemwaset, mas ambos morreram antes do pai tal como pelo menos dez outros filhos. Nessa ocasião, Merneptah, o filho mais novo de Istnofret, herdou o trono. 

     Ramsés morreu com aproximadamente 90 anos e gerou pelo menos 90 filhos. Quando estudaram a múmia de Ramsés, viram grandes problemas com seus dentes. Pode ser que tenha morrido por infecção. Sabe-se que nos seus últimos dias sofreu bastante.

 

 

Filhos de Ramsés

 

Em 1827, John Gardner, um dos fundadores da egiptologia, batizou a tumba KV5 - a quinta tumba encontrada no Kings`Valley, que até 1989 ficou esquecida. 

Quando se pensava que nada mais restava a descobrir no Vale dos Reis, o egiptólogo Dr. Kent Weeks,  professor de Egiptologia na Universidade Americana do Cairo,Weeks começou a cuidar do projeto de mapeamento - Theban Mapping Project e queria mudar a KV5 de lugar , não porque  essa tumba contivesse tesouros - não havia nenhum - , mas por causa da ampliação de uma estrada que passava pela entrada do vale. As obras , provavelmente danificariam qualquer sepultura no caminho. Porém a KV 5 acabou se se revelando como a maior de todas as descobertas.

 

 Em uma escaldante manhã de 1989, os trabalhadores retiravam os entulhos quando se depararam com uma enorme câmara com 16 pilastras. Weeks e sua esposa Susan examinaram um corredor de 30 metros que possuía várias portas e ao final uma enorme estátua de o deus da vida eterna, Osiris . Contudo, a maior de todas as surpresas estaria por vir: este era o sepulcro coletivo e inviolado de 50 múmias, todas relativas aos filhos do faraó Ramsés II. Escavações posteriores revelaram a existência de mais dois corredores, cada um deles com 16 outras portas seladas. E os arqueólogos acreditam que ainda possa existir um outro nível, situado bem mais profundamente e abaixo deste vasto complexo, onde talvez todas as múmias dos demais filhos  possam vir a ser encontradas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

  CUIDANDO DOS REIS

O  professor Weeks, um dos principais pesquisadores na região, disse que a visita de 9 mil turistas diariamente estava começando a destruir as pinturas e tecidos dos túmulos que antes foram ocupados por Ramsés II, Seti I e Tutancâmon.

Os túmulos são iluminados por lâmpadas de 40 watts, aumentando a temperatura no que foram durante 30 séculos sagrados corredores escuros. Quatrocentos turistas ou mais por dia deixam para trás 28 mililitros de umidade - cerca de duas colheres de sopa - provenientes de respiração.

O Vale dos Reis é hoje um dos maiores pontos turísticos do Egito e o país espera que o número total de visitantes aumente na próxima década para 14 milhões por ano. O professor Weeks e seus colegas egípcios pretendem testar novas tecnologias de iluminação e criar ingressos com tempo limitado para visitas a qualquer túmulo.

 

 

 Bibliografia

 

National Geographic

 

Coleção sobre Ramsés de Christian Jacq

Editora Bertrand Brasil e National Geographic (edição especial: antigo Egito) 

 

  

 

 

vale a pena ver:

 

Theban Mapping Project  

 

textos e fotos dos principais monumentos na margem oeste da antiga Tebas, incluindo as diversas tumbas dos faraós no Vale dos Reis. Em inglês, francês, alemão e italiano.

 

 

 

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